A pontada aguda na sola do pé logo nos primeiros passos da manhã é o sintoma mais comum da fascite plantar, uma inflamação crônica na base do pé. Incomoda especialmente quem passa muito tempo em pé ou caminhando ao longo do dia, e sem o tratamento certo pode se arrastar por meses, indo e voltando conforme a rotina da pessoa.

A fáscia plantar é o tecido espesso que sustenta o arco do pé e absorve o impacto a cada passo. Quando sofre sobrecarga repetida, seja pelo excesso de peso, pelo tipo de pisada ou por ficar muito tempo em pé sobre superfícies duras, ela se inflama e fica sensível a cada apoio, sobretudo depois de períodos de repouso, como o sono da noite. Durante o descanso, o tecido tende a encurtar um pouco, e por isso os primeiros passos do dia costumam doer mais: é o momento em que a fáscia é esticada de repente depois de horas parada.

A fascite plantar tem boa resposta quando tratada cedo e com os estímulos certos. A terapia por ondas de choque, por exemplo, é um tratamento não invasivo que usa ondas acústicas de alta energia direcionadas ao tecido lesionado: aumenta a circulação na região afetada e estimula o corpo a acelerar sua própria regeneração, em vez de apenas anestesiar a dor. A mesoterapia, que aplica microinjeções concentradas diretamente na área dolorida, também ajuda nesse processo, com doses menores e menos efeitos colaterais do que os remédios orais. Alongamentos direcionados à fáscia e à panturrilha, além do uso de calçados com sustentação adequada, costumam complementar bem esses tratamentos no dia a dia.

Tratar a fascite plantar cedo evita que o quadro se torne mais resistente e limitante, chegando a mudar a forma como a pessoa caminha para compensar a dor. Com o tratamento adequado, dá para voltar a pisar no chão com firmeza e sem o medo de sentir dor a cada passo.

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